segunda-feira, 26 de agosto de 2013

E O MAIS ELE FARÁ

DINÂMICA

Pergunte a cada um dos presentes quais são os três verbos de que mais gostam e peça-lhes para contar uma história pessoal engraçada com um desses verbos. A partir disso, introduza a lição de hoje.

INTRODUÇÃO

As gramáticas e os dicionários em geral definem verbo como uma palavra que expressa ação. Falar, comer, andar, dormir, trabalhar são exemplos de algumas ações que o ser humano pode realizar.  Esses e um conjunto de outros verbos, os quais variam de pessoa para pessoa, informam como alguém usufrui da vida que recebeu do Criador. Uns enfatizam o falar enquanto outros o ouvir. Alguns gostam muito do trabalhar enquanto outros do dormir. Enfim, os verbos nos mostram quais são as ações que fazem parte do dia-a-dia das pessoas.
Na lição de hoje, seremos ministrados sobre três verbos. Dois desses dizem respeito a nós e um deles se refere a Deus. Que o Senhor fale ao seu coração e transforme as suas ações!

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO

Texto-base: Salmo 37.5

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”.

Esse pequeno versículo, que pode ser caracterizado como um conselho, tem três verbos: entregar, confiar e fazer. Nele, estão envolvidos, no mínimo, três sujeitos: o que dá o conselho, o que recebe o conselho e o Senhor. Fazer é um verbo que tem uma característica interessante. Expressa a ação de realizar uma ação, englobando, assim, outros verbos. Por exemplo: “– O que você vai fazer hoje? – Bem, hoje eu vou trabalhar, estudar e ensaiar”.

O ser humano gosta muito de fazer. Gosta de “fazer as coisas acontecerem”. A sociedade de hoje incentiva muito isso através de palavras como iniciativa e pró-atividade. Fazer, a princípio, não é uma ação que mereça repreensão. Entretanto, há um limite para ela. Muitas vezes, no desejo de “fazer as coisas acontecerem” por si mesmo, as pessoas caem em um buraco de erros sucessivos, frustrações, ansiedade, angústia e depressão.

O presente texto bíblico não recomenda ao homem o fazer. Ele nos sugere sermos sujeitos do entregar e do confiar. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele”. O conselho não é sermos passivos, mas agirmos no sentido de entregar a Deus nossas vidas (ou seja, as ações a serem realizadas) e confiarmos nele. Essas são ações que vão na direção oposta do coração humano. Como é difícil confiar em Deus e delegar para ele o “fazer as coisas acontecerem” em nossas vidas! Mas é ao Senhor que o versículo liga o verbo fazer: “... e o mais ele fará”. Se nós entregarmos e confiarmos, ele fará com que as coisas aconteçam. Se nós insistirmos em fazer, ele esperará por nós. Poderá até dar certo a princípio, mas terminaremos cansados e exaustos. O profeta Isaías diz o seguinte em 40.30,31: “Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam”. O conselho do salmista para nós pode ser parafraseado da seguinte maneira: Tome para si as ações de entregar e confiar. As demais, o Senhor empreenderá. Deixe com ele o fazer.

REFLEXÕE E DESAFIOS

1. Como você tem vivido: exausto por tentar “fazer as coisas acontecerem” ou confiante em Deus e descansado?

2. O que você tem tentado “fazer acontecer”?

3. Desde o Jardim do Éden o homem tem desconfiado de Deus e tentado viver por si mesmo. Por que você não tem confiado em Deus e entregado sua vida a ele? Por que é tão difícil confiar em Deus?
4. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”.

 
Fonte: Lições avulsas // Igreja Batista Central de Belo Horizonte

domingo, 18 de agosto de 2013

Clamando por santificação

Introdução
Dinâmica
Desenvolvimento do ensino
A filosofia do “politicamente correto” tem protegido as pessoas de serem confrontadas. Todas as atitudes são
consideradas válidas, afinal, o que é certo e errado varia de indivíduo para indivíduo. Ninguém tem o direito,
então, de apontar algo como pecado na vida de alguém. Isso, entretanto, não é o que a Bíblia recomenda
aos discípulos de Jesus. Davi, aceitando o fato de que havia erros em sua vida e consciente de que não os
conhecia todos, clama ao Deus onisciente e poderoso que o santifique. Ele não tem uma postura reservada
e na defensiva quanto a si mesmo, mas, sim, aberta à crítica construtiva e ao auxílio de Deus e (com certeza)
de outras pessoas. Em 2 Samuel 12, ao ser confrontado pelo profeta Natã, que falava em nome do Senhor,
Davi se humilhou e reconheceu que havia pecado. Ele, mais uma vez, é um exemplo de vida para nós.
Leia todo o Salmo 139 com os presentes e estimule um bate-papo sobre quais são as características de
Deus apresentadas nos versículos que antecedem o texto-base da lição (vv. 1-22). Elas nos mostram a
consciência que Davi tinha do caráter de Deus ao clamar por santificação.
Clamando por
Santificação
Texto-base: Salmo 139.23,24
Este texto nos apresenta um clamor de Davi por santificação. Ele pode ser dividido em três pedidos, os quais
são etapas de um processo de santificação. A oração do salmista é que ele seja submetido a um tratamento
que o faça mais santo diante do seu Deus. Você está disposto a, junto com Davi, clamar por um processo
de santificação da parte de Deus em sua vida? Eis os pedidos:
1. Sonda-me e conhece
Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração (v.23).
O verbo hebraico traduzido por sondar tem diversos significados, dentre eles, examinar, investigar e explorar.
Ele pode ser ilustrado por um cientista que examina detalhadamente um objeto procurando conhecer suas
características e descrevê-lo; por um detetive que investiga cuidadosamente as pistas de um caso buscando
conhecer os fatos e solucioná-lo; ou por uma pessoa que explora uma caverna à procura de uma pedra ou
metal precioso. Entretanto, a melhor ilustração é a de alguém que é submetido a um cateterismo. Esse é um
exame em que um cateter com uma micro-câmera na ponta é introduzido em uma das veias do paciente até
alcançar o coração. Esse órgão, então, é todo sondado à procura de alguma irregularidade ou problema. A
partir dessas imagens, podemos entender melhor o que Davi está clamando a Deus. O primeiro pedido é
por uma sondagem completa no coração, de modo que ele seja conhecido em seus detalhes por Deus. O
salmista está disposto a se expor totalmente. Uma análise externa não o satisfaz. Ele quer algo completo.
Não apenas as atitudes, mas também as intenções do coração.
1. Você é uma pessoa aberta e que se expõe ou é alguém fechado e reservado?
2. Quanto a isso, qual tem sido a sua atitude para com Deus?
2. Prova-me e conhece
Prova-me e conhece os meus pensamentos (v.23).
A segunda etapa deste processo tem como resultado um conhecimento ainda mais profundo daquele que
está clamando. Após orar por uma sondagem completa no coração, o pedido agora é por uma prova. O
verbo hebraico traduzido por provar, tem o significado de aplicar um teste, de modo que o objeto seja
minuciosamente conhecido. Retornando à ilustração do cateterismo, o cateter, além da sonda, retira uma
amostra de tecido do coração, a qual é submetida a testes que trarão um maior e melhor conhecimento do
estado desse órgão. Davi pede a Deus provas que revelarão quais são seus pensamentos mais íntimos. De
Igreja Batista Central de Belo Horizonte 2
fato, as tribulações trazem à tona quem verdadeiramente somos. Nessas circunstâncias, geralmente não
conseguimos planejar nossas atitudes. Simplesmente reagimos ante a pressão do momento. Os nossos
pensamentos são expostos.
1. Você está disposto a ser provado por Deus e ter o seu verdadeiro caráter seja revelado?
2. Quem é você quando provado pela pressão de uma tribulação?
3. Vê e guia-me
Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno (v.24).
A terceira e última etapa é uma conclusão e uma ação no sentido de ajustar as irregularidades encontradas.
Feito o cateterismo, aguarda-se o resultado e, a partir dele, algumas medidas devem ser empreendidas.
Dependendo do que for constatado, a pessoa será confrontada com uma dura realidade. O resultado pode
não agradar. O paciente pode não aceita-lo, fugir dele. Entretanto, o problema não deixará existir. Por outro
lado, se o paciente receber o resultado e não empreender nenhuma medida para saná-lo, o mal perdurará.
Davi pede que, estando o resultado do exame pronto e averiguados os seus erros e pecados, suas atitudes
sejam corrigidas. Ele deseja sair dos caminhos maus escolhidos por seu coração corrupto e ser guiado pelo
Senhor por caminhos eternos. Ele quer ter seu caráter e sua conduta transformados. Como discípulos de
Jesus devemos estar abertos para que Deus (e os irmãos) nos mostre o que está errado em nossas vidas
e, também, dispostos a agir na direção da mudança. Apenas a constatação dos erros e pecados não é
suficiente. Para o processo de santificação ser completo, devemos aceitar o resultado e converter nossas
atitudes.
1. Você está disposto a ouvir de Deus (e também de pessoas) qual é o resultado do seu exame, ou seja,
quais são os seus erros e pecados? Como você reage quando é confrontado?
2. Você tem agido de modo a mudar sua vida naquilo que sabe não estar de acordo com Deus?
Conclusão
Conclusão
Deus é onisciente. O clamor de Davi não foi para que Deus o conhecesse, mas para que Ele lhe revelasse
os seus pecados e o ajudasse a fazer o que era certo. Assim, ele se tornaria mais santo no seu agir. No
episódio de 2 Samuel 12, ele foi sondado e testado, aceitou o diagnóstico e se arrependeu do seu pecado.
O mesmo Jesus espera dos seus discípulos.
1. Busque através da leitura da Bíblia e da oração quais são os pecados que você tem cometido; aceite,
com humildade e sabedoria, as críticas construtivas que outras pessoas lhe fazem;
2. Conserte em sua vida aquilo que você tem consciência de que está errado.

domingo, 11 de agosto de 2013

CHAMADOS POR DEUS

INTRODUÇÃO

O final de um ano e o início de outro é um período marcado por costumes e rituais especiais. Um dos que mais se destaca são as promessas e planos de mudanças. “No ano que vem, vou me matricular em uma academia e vou começar a fazer regime”. “No próximo ano, vou estudar inglês”. Em algumas igrejas evangélicas, folderes com diversos tipos de alvo discriminados (e seus respectivos espaços para escrita) são entregues para os membros e freqüentadores, que são orientados a colocarem ali suas metas para o próximo ano. Os tipos de alvo transitam entre espirituais, emocionais, físicos, familiares, profissionais, ministeriais, sociais, etc. Certamente, isso é de grande valia, pois, como seres humanos, somos motivados por desafios.

Com o objetivo de guiar a escolha de nossos alvos para o ano de 2006, vamos destacar três verdades bíblicas quanto ao chamado de Deus para o cristão. A Bíblia diz, por diversas vezes, que somos chamados por Deus para algumas coisas. Se assim é, seria coerente e benéfico o estabelecimento de metas para o próximo ano a partir desses chamados. Eles estão presentes na primeira carta de Paulo aos Coríntios.

Vamos à leitura e ao estudo!

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO

Texto-base: 1Coríntios 1.1-9

Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo, e o irmão Sóstenes, à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Sempre dou graças a meu Deus a vosso respeito, a propósito da sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus; porque, em tudo, fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento; assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vós, de maneira que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

Por três vezes a palavra “chamado” (e sua variante, “chamados”) aparece nesse texto. Em cada uma delas, ela está vinculada a algo diferente. Por questões de didática, não vamos destaca-las na ordem em que aparecem.

1. Chamados para ser santos

(...) à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos.

A palavra grega traduzida por santo nesse versículo é hagios. Um de seus sentidos é liberdade das impurezas da carne. Santo é aquele que não está cativo a seus desejos pecaminosos, tendo diante de si a possibilidade de negá-los e controlá-los. Um dos aspectos do fruto do Espírito, segundo o clássico texto de Gálatas 5.16-24, é o domínio próprio (ou autocontrole), que pode ser definido como a virtude de alguém que domina seus desejos e paixões. Em outras palavras, é a capacidade de não se fazer o que quer e de se fazer o que não quer. Conforme esse texto, o cristão deveria ter essa qualidade, pois quem anda no Espírito jamais satisfará aos seus desejos pecaminosos (v.16) e aquele que é de Cristo crucificou a carne com suas paixões e desejos (v.24).

Um dos chamados de Deus para nós é vivermos essa liberdade quanto ao domínio da carne. Certamente, não vem de nós o poder para isso. Assim como dependemos da graça de Deus para sermos salvos da condenação do pecado, também precisamos dela para sermos livres de seu domínio. Gálatas 5.25 diz: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Se pela obra do Espírito nós vivemos, ou seja, fomos regenerados, manifestando fé em Cristo e arrependimento, também, pelo agir do Espírito, andamos; percorremos os caminhos da carreira cristã lado-a-lado com o Espírito santo, o qual é o nosso parakletos (gr. convocado a ajudar alguém).

2. Chamados à comunhão dEle

Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

A palavra grega traduzida por comunhão nesse versículo é koinonia, a qual também tem o sentido de fraternidade, associação, comunidade, participação conjunta e relação. Ela pode ser usada para expressar a intimidade relacional existente entre duas pessoas. Este é um dos chamados de Deus para nós: construirmos um relacionamento profundo com Jesus.

O Cristianismo não é uma religião baseada em dogmas, rituais e clero. Não está constituído conforme os outros moldes religiosos existentes. A Igreja de Jesus tem sua base em uma única e simples palavra: relacionamento. Quais são os dois grandes mandamentos que resumem toda a lei e os profetas? Amar a Deus e amar ao próximo. Relacionar-se com Deus e relacionar-se com o próximo. Daí pode-se concluir que todos os mandamentos têm uma única intenção: incentivar-nos a buscar um relacionamento sólido e íntimo com Deus e com pessoas.

3. Chamados para o ministério

Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo.

A palavra grega traduzida por chamado tem como um de seus sentidos ser selecionado e designado divinamente para o desempenho de algum ofício. Paulo se apresentava em suas cartas, como no caso de 1Coríntios, como alguém chamado por Deus para ser apóstolo. Esse foi o ministério que ele, pela vontade de Deus, recebeu e realizou durante sua vida.

Todos os cristãos foram chamados pelo menos para um ministério, o qual é comum a todos. Em Mateus 28.19,20, Jesus disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”. Fazer discípulos é uma vocação dada pelo Senhor a todos nós.

Além da chamada Grande Comissão, existem outros ministérios para os quais, segundo a vontade de Deus, fomos chamados. Em 1Coríntios 3.5, Paulo diz o seguinte acerca de Apolo e de si mesmo: “Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um”. Cada um de nós tem vocações próprias e particulares para desempenhar. Temos alguns exemplos disso em 2 Coríntios 12.4-11.

DESAFIOS

Após esse estudo, há um desafio a ser feito. Primeiramente, quais são os seus alvos para o próximo ano?

Após isso, como os propósitos de Deus para a sua vida podem direcionar esses alvos?


Fonte: Lições avulsas // Igreja Batista Central de Belo Horizonte

domingo, 4 de agosto de 2013

A VERDADEIRA ADORAÇÃO

INTRODUÇÃO
Fomos criados para a adoração de Deus. Esse é um dos propósitos da vida. Isso significa que só viveremos plenamente e com satisfação se estivermos diante dEle em adoração. A queda (Gn 3), entretanto, interferiu  no relacionamento do ser humano com o seu Criador. Antes do pecado, eles se encontravam diariamente no Jardim do Éden para momentos de rica comunhão. Após a desobediência, ao perceberem a proximação de Deus, “que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia” (Gn 3.8, NVI), Adão e sua mulher se esconderam entre as árvores. Estavam rompidos os laços relacionais entre a criatura e o Criador. A partir de então, o homem passou a direcionar o seu impulso adorador para outras direções. Os cultos a si mesmo, a outras pessoas e a outros deuses logo começaram a tomar o lugar da devoção ao único e verdadeiro Deus. O ser humano criou religiões, ritos e ensinamentos que lhe possibilitassem expressar sua vocação adoradora.

Em Jesus Cristo encontra-se o ápice do plano divino para resgatar a humanidade para si e restaurar o relacionamento que foi rompido. Ele é o mediador entre Deus e os homens (cf. 1Tm 2.5). Através dEle, o homem, regenerado em seu espírito e justificado pela fé, pode ter novamente comunhão com o seu Criador e adorá-Lo, direcionando corretamente, assim, o seu impulso adorador.

Em certa ocasião, quando passava por Samaria, indo da Judéia para a Galiléia, Jesus encontrou-se com uma mulher samaritana à beira de um poço. Após algum tempo de conversa, Ele começou a ensiná-la sobre a verdadeira adoração, confrontando-a em sua experiência religiosa. É sobre isso a ministração da célula de hoje.

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO

Texto-base: João 4.20-24

Adorar, no Novo Testamento em português, na maioria das vezes, é a tradução do verbo grego proskuneo. Esse verbo tem o significado de prostrar-se aos pés de alguém e beijá-los, demonstrando humildade e submissão. Ele aparece sete vezes neste diálogo entre Jesus e a samaritana. Nesse encontro, o mestre estabelece três contrapontos, afirmando a partir deles características da verdadeira adoração.

1. Local sagrado x Qualquer local

Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai (vv.20,21).

O primeiro contraponto feito por Jesus refere-se ao local onde a adoração deveria acontecer. Na época, havia um disputa entre judeus e samaritanos sobre qual era o lugar autorizado de culto a Deus. Os judeus  firmavam ser Jerusalém, cidade escolhida por Davi para ser a sede do governo e da religião de Israel (cf. 2Sm 5-7), enquanto os samaritanos diziam ser o monte Gerizim (o monte da benção, cf. Dt 11.29; 27.12), onde eles haviam instalado um templo rival e um culto alheio ao de Jerusalém. Jesus vai além daquela controvérsia e ensina que estava chegando um tempo (a nova aliança) em que a adoração ao Pai não seria nem em Jerusalém, nem em Gerizim. Ela seria independente de um local sagrado, de um templo e de sacrifícios e ofertas, sendo realizável onde quer que o adorador estivesse.

A morte de Cristo na cruz foi um sacrifício perfeito e definitivo a Deus para o perdão dos pecados, nulando, assim, o sistema sacrificial da lei de Moisés e a necessidade de um templo (cf. Hb 9.23-10.18). Na nova Aliança, cada crente em Jesus Cristo é um santuário no qual Deus, pelo seu Espírito, habita. “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16). “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois  e vós mesmos?” (1Co 6.19). “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2Co 6.16). Sendo nós templos do Deus vivente, qualquer local em que estivermos é um lugar de adoração ao Pai. Não dependemos, portanto, do edifício da igreja ou de qualquer outra construção para adorá-lo.

1. Sua adoração a Deus tem extrapolado os limites dos cultos que acontecem na igreja e tem invadido sua casa, local de trabalho e escola?

2. Você tem consciência de que, sendo templo do Espírito Santo, você é um depósito do Deus vivente e que todas as suas atitudes podem ou não expressar adoração a Deus?

2. Religiosidade x Intimidade

Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus (v.22).

O segundo contraponto fala sobre conhecer ou não o objeto da adoração. Tanto no Antigo quanto no novo Testamento, o verbo conhecer não faz referência apenas a uma atividade intelectual de pesquisa e obtenção de informações. Ele também se refere à experiência de conhecer uma pessoa intimamente através de um relacionamento. Um bom exemplo disso é o texto de Gênesis 4.1, que diz: “E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu”. Outras versões traduzem “conheceu” por “coabitou” e “teve relações”. Esse versículo, através do verbo conhecer, nos informa que Adão teve relações sexuais com sua mulher, talvez o momento de maior intimidade de um casal. É sobre esse conhecimento relacional e experiencial que Jesus está falando com a samaritana em João 4.22. Ao afirmar que os samaritanos adoravam o que não conheciam, Ele admite a possibilidade de existir uma adoração desvinculada de uma intimidade com o Deus a quem se adora. Essa, com certeza, não é uma adoração verdadeira e que o Pai deseje. Uma adoração assim, não passa de uma religiosidade vazia. O desejo do Pai é que nos relacionemos com Ele de modo a conhecer a sua intimidade. Somente assim poderemos adorá-lo verdadeiramente.

1. O conhecimento de Deus se dá, por exemplo, através da leitura da Bíblia, da oração e de momentos
de louvor e adoração. Quanto tempo do seu dia você tem dedicado a isso?
2. Sua vida cristã tem se baseado em uma religiosidade vazia ou em um relacionamento com Deus?


3. Ritualismo e hipocrisia x Espiritualidade e verdade

Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em
verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os
seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (vv.23,24).

O terceiro contraponto estabelecido por Jesus está intimamente ligado a um atributo de Deus. Ele afirma que Deus é espírito, ou seja, um ser imaterial, desprovido de corpo físico. Por isso, a adoração a Ele deve ser em espírito e em verdade. O homem, além de um corpo físico, possui também uma parte imaterial, composta de alma e espírito, também chamada de homem interior. Desse ponto (do espírito) é que nasce a verdadeira adoração. Ela não é apenas um ritual externo. Se assim fosse, seria um ato vazio e hipócrita, sem a verdade que o Pai requer. Em Marcos 7.6,7, Jesus confronta os fariseus e escribas por estarem preocupados apenas com o exterior. Ele lhes diz: “Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como stá escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram,  ensinando doutrinas que são preceitos de homens”. A adoração que Deus procura não é um ritual de músicas, gestos e danças simplesmente. Ele busca um culto que brote do coração e que seja, assim, verdadeiro e sincero. O ritual, entretanto, não deve ser desprezado. O problema está no ritualismo. A questão é que nossas atitudes externas (cantar músicas, levantar as mãos, dançar, etc) devem ser motivadas por algo que está acontecendo internamente. O culto a Deus deve ser integral: corpo, alma e espírito. Portanto, aqueles que, por outro lado, dizem estar prestando uma adoração a Deus apenas no coração, não expressando isso com o corpo, também não estão no ponto que Deus quer. A Bíblia também nos incentiva a adorar a Deus com os lábios (Hb 13.15; Sl 63.5), com instrumentos musicais (Sl 150.3-5), com cânticos (Sl 149.3; Sl 47.6,7), com danças (Sl 149.3; 150.4), com as mãos erguidas (Sl 63.4; 134.2), com palmas (Sl 47.1), com gritos de júbilo (Sl 47.5), etc. Além disso, como está escrito na introdução desta lição, a palavra grega para adoração significa prostrar-se aos pés de alguém e beijá-los, uma atitude física.

1. A adoração que você oferece a Deus nos cultos da igreja, na célula ou em seu momento a sós com Deus tem sido em espírito e em verdade, ou tem sido um ritual vazio e hipócrita?

2. Você tem expressado a Deus a adoração que está em seu coração através de atitudes externas, ou seu culto tem sido apenas algo interno?

Jesus ensinou à samaritana e nos ensina hoje que o Pai está à procura de verdadeiros adoradores. Por isso, é urgente começarmos a praticar suas palavras registradas em João 4.20-24 o quanto antes. Para isso, entretanto, é necessário abandonarmos alguns conceitos antigos e errôneos, e sairmos da nossa zona de conforto e de uma posição cômoda. Na próxima oportunidade que você tiver de adorar a Deus, lembre-se dos três princípios ensinados nesta lição e procure aplicá-los. Será um importante passo rumo ao que Deus quer de você como adorador.

DESAFIOS

Já que aprendemos que a adoração independe do lugar onde você estiver, baseia-se em um relacionamento pessoal com Deus e deve ser uma expressão de algo que está no coração, então:

1. Em um culto público, dedique-se à adoração como um dos propósitos de sua vida;

2. Separe 30 minutos do seu para dia para ter um momento a sós com Deus. Nesse tempo, ore, adore a Deus através uma música e leia uma porção das Escrituras;

3. Tenha em mente que a adoração é um estilo de vida. Então, viva adorando!


Fonte: Lições avulsas // Igreja Batista Central de Belo Horizonte

domingo, 28 de julho de 2013

A TENTAÇÃO DE CRISTO

QUEBRA-GELO
1. Em sua opinião, o que é tentação? Devemos considerar as tentações como pecado?
2. Você esperava que as tentações cessassem após sua conversão? Em que circunstâncias você se
percebe tentado?

INTRODUÇÃO
Quando ouvimos a palavra tentação, dois episódios bíblicos podem vir à nossa mente. O primeiro é a tentação e queda do homem, registrado em Gn 3.1-24. Nessa história, o diabo (serpente) tenta Eva, oferecendolhe a possibilidade de ter os olhos abertos e, como Deus, conhecer o bem e o mal. Eva cede à tentação, desobedecendo a uma ordem clara de Deus. Ela come do fruto da árvore proibida e o dá a seu marido, o qual também come. De fato, seus olhos são abertos e passam a conhecer o bem e o mal. Entretanto, também passam a experimentar em suas vidas a corrupção e a morte (ver Gn 2.17, “certamente morrerás”, com Rm 6.23).

O segundo episódio é a tentação de Jesus, registrada em Mt 4.1-11, Mc 1.12,13 e Lc 4.1-13. Nessa história, o diabo também é um dos personagens, atuando mais uma vez como tentador. Entretanto, ela tem um final diferente. Jesus não cede à tentação do inimigo, mas resiste-lhe através da Palavra de Deus.

Duas narrativas sobre tentação. Dois desfechos distintos. Adão e Eva foram derrotados. Jesus de Nazaré
triunfou. Por causa da derrota dos primeiros, toda a história humana está marcada pelo pecado. Por causa
do triunfo do último, a possibilidade da vitória sobre a tentação e de uma vida livre da corrupção e da morte
é disponibilizada. O que podemos, então, aprender sobre tentação e sobre como vencê-la através do triunfo
de Jesus? É sobre isso que compartilharemos na célula de hoje.

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO

Texto-base: Mt 4.1-11

Após ter sido batizado por João Batista, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao lugar da tentação, ao
encontro do tentador. Antes de ser tentado, passou quarenta dias e quarenta noites no deserto, em jejum,
ao final dos quais teve fome. Esses fatos podem levantar uma pergunta: qual era a situação de Jesus (como
ele se encontrava) quando foi tentado pelo diabo? Observando o texto, seu contexto literário imediato e
versículos paralelos (Lc 4.1-13), pode-se apontar o seguinte:
1. Jesus estava cheio do Espírito Santo (Mt 3.16; Lc 4.1);
2. Tinha recebido do Pai uma palavra de aceitação e afirmação de sua identidade (Mt 3.17);
3. Estava cansado, com fome e fraco (Mt 4.1,2);
4. Estava em um período de intensa consagração e busca do Pai (Mt 4.2).

Analisando esses pontos, podemos concluir que Jesus estava muito bem por um lado e que, por outro,
apresentava algumas debilidades. Ao tentá-lo, o diabo aproveitou-se dessa situação em que ele se
encontrava.

Na primeira tentação, Satanás coloca em dúvida a filiação divina de Jesus, desafiando-o a realizar um
milagre que satisfaria a sua necessidade de comida e atestaria ser ele o Filho de Deus. Parafraseando Mt
4.3, o inimigo disse: “se você é mesmo o Filho de Deus, use o seu poder, transforme essas pedras em pães e sacie sua fome”. Satanás tentou suscitar insegurança e orgulho no coração de Jesus. “Será que sou mesmo
o Filho de Deus, o Messias que haveria de vir?”. “Vou mostrar para esse atrevido quem realmente sou e o
que posso fazer”. Além disso, o diabo também intentou fazer com que Jesus focasse suas necessidades,
que agisse de modo independente de Deus, olhando mais para si do que para a vontade de seu Pai, o qual
já havia preparado para ele todos os cuidados necessários (cf. v.11). É a tentação da carne, da satisfação
imediata dos apetites. Não é assim conosco também?

Jesus não se permitiu cair na armadilha do tentador. Ele rebateu a provocação utilizando-se das Sagradas
Escrituras. Sua resposta tem início com a expressão “está escrito”, seguida de uma citação de um texto
do Antigo Testamento. Ele tomou “a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6.17), e contraatacou a investida de Satanás. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (v.4). A palavra de Deus era seu principal alimento, sua necessidade maior. Sendo assim, não precisava duvidar de quem era, pois seu Pai já o havia afirmado. Além disso, daria mais atenção à vontade de Deus do que às suas necessidades físicas momentâneas. Ele declarou que sua principal fonte de vida não era o alimento físico, mas, sim, o espiritual, o qual provinha de seu Pai. Usou a palavra, decidiu não
ceder e renunciar aos apetites, crendo que Deus já tinha preparado o melhor para ele.

Pergunta: Você costuma fazer o mesmo?

Na segunda tentação, Satanás, tirou Jesus do deserto, levando-o para a parte mais alta do templo de
Jerusalém. Duvidando mais uma vez de sua filiação divina e também utilizando a estratégia de citar as
Sagradas Escrituras (talvez com o intuito de dar mais crédito às suas palavras), o diabo desafia Jesus a
testar o cuidado paternal de Deus por sua vida, jogando-se do alto do templo. A confiança de Jesus na
proteção e cuidado do Pai é atacada. O tentador disse: “se você é mesmo o Filho de Deus, jogue-se daqui.
Afinal de contas, o seu Pai, se é que está interessado no seu bem-estar e é fiel à sua Palavra, mandará os
seus anjos te salvarem e cuidarem de você, de modo que você não se ferirá”. Mais uma vez o diabo tenta
semear dúvida e orgulho no coração de Jesus. “Será que o Pai vai me salvar? É claro que vai. Vou mostrar
pra esse insolente que sim”. É a tentação do mundo para agirmos como soberbos, dando lugar à glória e à
vaidade pessoais.

Jesus não se deixa enganar e repudia na mesma moeda (“também está escrito”), desmascarando, assim, a
aplicação incorreta que o tentador havia feito do texto bíblico. O cuidado do Pai por sua vida não precisava
ser provado. Não era necessário testar o Pai para saber que ele o amava como Filho e que era poderoso.

Finalmente, na terceira tentação, Satanás leva Jesus para um monte muito alto e mostra-lhe a glória dos
reinos do mundo. De posse desses reinos (o que lhe foi entregue por Adão no Jardim do Éden), ele os
oferece a Jesus em troca de adoração. Em sua última tentativa, o diabo não faz uma provocação, mas
oferece a Jesus uma facilidade e uma troca. Ele não precisaria morrer na cruz para readquirir a posse da
terra. Isso lhe seria entregue em troca de uma simples prostração e adoração. É a tentação do poder e de
ser igual a Deus.

Jesus rejeita a proposta e ordena que o tentador se retire. Citando mais uma vez as Escrituras, ele diz que
apenas o Senhor é digno de culto. Satanás se retira e o Pai dá ordem a seus anjos para servirem o Filho de
Deus em suas necessidades.

CONCLUSÃO

Que lições podemos extrair do episódio da tentação de Jesus?
1. Tentação não é pecado. Jesus foi tentado em tudo e nunca pecou, podendo, por isso, socorrer os que são tentados (Hb 2.18).
2. Não somos tentados acima das nossas forças (1Co 10.13) e somos tentados por nossas próprias cobiças (Tg 1.14,15).
3. Deus permite que sejamos tentados para que a nossa fé seja provada e, assim, cresçamos em força e maturidade (Tg 1.12).
4. O diabo se aproveita da situação em que nos encontramos e de possíveis brechas ou fraquezas para nos tentar. Se estivermos bem espiritualmente, ele nos incitará ao orgulho e à independência de Deus, ou nos levará a duvidar de quem Deus é, de quem somos nele e das bênçãos que dele temos recebido. Se estivermos em necessidade, ele atacará nesse ponto, nos incitando a focar os nossos problemas e a buscar nossas próprias soluções.
5. Para vencermos as tentações, devemos estar cheios do Espírito Santo e de posse da Palavra de Deus (que é a espada do Espírito, cf. Ef 6.17), usando-a com autoridade e como a verdade final sobre qualquer situação.
6. Devemos assumir uma atitude de permanente vigilância e oração (cf. Mt 26.41; Mc 14.38; Lc 22.40,46)
e firmarmo-nos na escolha e no propósito de sermos vencedores em todas as tentações para a glória de Deus e para nosso próprio bem e crescimento.



Fonte: Lições avulsas // Igreja Batista Central de Belo Horizonte

domingo, 21 de julho de 2013

O TRABALHO DE DEUS EM NOSSAS VIDAS

INTRODUÇÃO
O profeta Jeremias, que teve um longo e importante ministério profético em Israel entre 625 a.C. e 586 a.C., foi enviado por Deus à casa de um oleiro para receber ali um ensino prático e demonstrativo. Esta forma de nos ensinar pode ser encontrada ao longo de toda a Bíblia, como por exemplo, em Provérbios 6.6-11, em que Salomão chama os preguiçosos a irem ter com as formigas e, observando-as, aprender como se deve trabalhar. Ou mesmo Jesus Cristo, que em Lucas 12.27, nos chama a observar os lírios do campo e aprendermos a não andarmos dominados ou perturbados por preocupações. Neste caso, Deus conduz o profeta e este se deixa instruir por um simples oleiro. Aproximou-se e viu como era feito um vaso sobre a roda e como este vaso se estragou.

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO

Texto-base: Jeremias 18.1-6

O objetivo de Deus na mensagem dada a Jeremias é mostrar-nos algo a respeito do plano que Ele tem para nossas vidas.

Pergunta: Você já se fez esta pergunta: “Qual é o grande plano de Deus para minha vida?” Já parou e investiu tempo suficiente em busca de compreensão sobre o que Deus quer fazer com sua vida?

A resposta é esta: Ser a imagem de Jesus!

Leia Romanos 8.28-29: Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Na realidade, esta não é uma idéia nova de Deus, mas é o Seu plano eterno. Gênesis 1.26 diz: “Façamos o homem à nossa imagem...”. Com a queda, o pecado dominou o coração e a vida do homem e ofuscou esta imagem. Mas o que o apóstolo Paulo está afirmando em Romanos é que, agora, a partir da morte e ressurreição de Jesus Cristo, este plano ganha continuidade.

Tudo o que acontece em nossas vidas coopera para que este fim seja alcançado. Deus, como um oleiro, nos esculpi, desbasta, até que cheguemos o mais próximo possível desta imagem! Um famoso escultor, perguntado sobre como conseguia esculpir a cabeça de um leão em um bloco de mármore, disse: “Eu apenas tiro tudo aquilo que não se parece com a cabeça de um leão”.

Semelhantemente, nosso Deus trabalha em nossas vidas como um artista, para desbastar ou retirar tudo aquilo que não se parece com Cristo: o egoísmo, a impaciência, a arrogância, o orgulho, o temperamento irritadiço, o negativismo e natureza triste, etc. Quantas vezes nos sentimos como o Rei Davi, que escreveu o Salmo 31.10-13.

Gasta-se a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos; debilita-se a minha força, por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem. Tornei-me opróbrio para todos os meus adversários, espanto para os meus vizinhos e horror para os meus conhecidos; os que me vêem na rua fogem de mim. Estou esquecido no coração deles, como morto; sou como vaso quebrado. Pois tenho ouvido a murmuração de muitos, terror por todos os lados; conspirando contra mim, tramam tirar-me a vida.

Vamos então observar esta história do vaso nas mãos do oleiro e deixar que o Espírito de Deus trabalhe em nossas vidas, a fim de sermos vasos para sua glória:

1. O barro
Significa, na mensagem de Deus a Jeremias, o próprio povo de Israel, que foi tirado da escravidão do Egito e levado a Canaã na época de Moisés (Dt 8.1-5). Assim também nós fomos tirados da escravidão do pecado, do mundo, do diabo e transferidos para o reino da graça, para o Senhor nos moldar como seus vasos! Barro é o material de uso mais comum, às vezes até considerado desprezível como um lixo. Quantas vezes já nos sentimos assim, sem valor e sem méritos. Mas um artista, assim como Deus, sabe reconhecer aquele barro que poderá se transformar em obra de arte. Mas o barro fala também de nossa fragilidade; fala de sermos maleáveis nas mãos de Deus. Então, se compreendemos que Deus quer nos moldar como o oleiro molda o barro, devemos nos entregar a Ele e nunca nos exaltarmos ou nos vangloriarmos nisto. Leia 2Coríntios 4.7 e também 1Coríntios 4.7. Compare estes textos com Daniel 3.1-7 e 28-35. Veja o que Deus
teve de fazer para quebrar a vida de d grande rei Nabucodonozor e como sua falte de humildade só dificultou as coisas apara ele.

2. A roda
É a ferramenta sobre a qual o vaso é moldado. Porém nem todo barro é moldável.

Pergunta: Será que por vezes não somos rebeldes como Israel, e por isso falhamos como vasos? E será que recuamos quando as mãos do soberano Oleiro tocam em nós, e nos amassam com força, para nos moldar?

Leia Isaías 45.9 e Romanos 9.19-21.

Quais seriam então as ferramentas de Deus para nos moldar? Precisamos entender que às vezes Deus usa ferramenta pouco convencional. Veja 2Coríntios 12.7 e Habacuque 1.1-11 e identifique diferentes maneiras de Deus nos moldar à sua vontade: um espinho na carne (dificuldades pessoais), um exército inimigo (alguma derrota em nossa vida que nos humilha e machuca).

3. O oleiro
Na palavra dada a Jeremias, o Senhor compara-se ao oleiro. E se Ele é o oleiro, será que imaginaríamos que o Senhor não conseguiria terminar e de forma excelente a sua obra? Portanto, existem as melhores possibilidades para que nos tornemos vasos de bênçãos úteis para Ele. Veja Filipenses 1.6 e descanse no fato de que se Ele começou uma boa obra em nós, com certeza Ele há de completá-la. Veja também quais são as intenções do nosso maravilhoso oleiro. Em 2Timóteo 2.20-21, Paulo afirma que Seu plano é fazer-nos vasos para honra. Em Jeremias 29.11, Deus nos revela que seus planos para nós são planos de paz e não de mal. Ele só quer o nosso maior bem, porque tudo que Ele planeja e realiza é movido por Seu amor.

4. O vaso
Simboliza o plano de Deus para nossa vida e o alvo Dele é nos moldar em caráter, atitudes e até pensamos iguais aos de Seu Filho Jesus. Mas o que a história fala é que aquele vaso que o oleiro trabalhava acabou estragou-se nas mãos do oleiro. Assim Israel foi afastado do Deus vivo em virtude da sua incredulidade (Hb 3.12). Você ou eu somos como o povo de Israel? Imagine o que nós poderíamos ser, se tão somente permitíssemos que Ele nos moldasse! Na mensagem ao profeta Jeremias Deus fala que tomaria Israel mais uma vez sobre a roda para fazer dele um povo de bênçãos conforme sua promessa. Hoje Ele deseja fazer o mesmo conosco. Mesmo que já tenhamos resistido ao seu tratamento, permita hoje que Deus faça o mesmo com sua vida. Ele pode começar agora mesmo este trabalho, se tão somente não escorregarmos por entre seus dedos. Submeta-se, curve-se, humilhe-se debaixo de sua potente mão para que há seu tempo vos exalte (1Pe 5.6).

CONCLUSÃO

Deus nos ama do jeito que somos. Mas nos ama tanto que se recusa a deixar que continuemos sendo como somos. Ele tem o melhor para nós: nos moldar segundo o modelo de Jesus. O trabalho é dele, mas precisamos desejar e permitir que Ele faça o que é melhor para nossas vidas, sob o ponto de vista do oleiro. E podemos ter mesmo a certeza de que aquele que começou uma boa obra em nós vai completá-la até ao Dia de Cristo Jesus (Fp 1.6).



Fonte: Lições avulsas // Igreja Batista Central de Belo Horizonte

domingo, 14 de julho de 2013

SETE PRINCÍPIOS PARA O CRESCIMENTO ESPIRITUAL

INTRODUÇÃO
Neste ano que se inicia, o que devemos desejar em primeiro lugar é crescimento em comunhão e em intimidade com o Senhor. Nenhum projeto deveria ser mais trabalhado do que o projeto pessoal de conhecer mais a Deus e de alcançar crescimento na vida espiritual.

Para crescermos espiritualmente precisamos seguir alguns princípios espirituais. Há muitas maneiras de crescermos na vida cristã e na comunhão com Deus. Na lição de hoje, apresentamos alguns princípios mais vitais e primordiais para o crescimento espiritual. Vamos estudá-los!

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO

1. Aprenda a esquecer
Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus (Fl 3.13-14).

Em certo sentido, esqueça as bênçãos do passado, ou seja, não fique preso ao passado e no que um dia você já recebeu. Deus tem algo novo para você hoje. Nada impede mais o seu contínuo crescimento do que a idéia de que como está já é suficiente. O maná deveria ser colhido diariamente e se o povo de Israel guardasse para o dia seguinte ele apodreceria. Precisamos de uma porção de Deus a cada dia.

Mas, ainda mais importante que esquecer as bênçãos já recebidas, é esquecermos os erros cometidos. Os pecados confessados devem ser deixados para trás. Não permita que acusações do inimigo prendam sua vida no passado da acusação. Em Isaías 43.25, lemos que o Senhor mesmo apaga nossas transgressões e não se lembra mais de nossos pecados: “Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que na se lembra mais de seus pecados”. Esquecer as próprias falhas significa se perdoar. Muitos não se perdoam e vivem se martirizando pelos erros do passado. Se quiser crescer espiritualmente, você deve crer no que diz a Palavra de Deus e andar de cabeça erguida e livre dos pecados perdoados por Deus. Muitos têm ficado paralisados numa lamúria sem fim em cima de algo que já passou. Não podemos Mudar o que já passou, mas podemos mudar o presente, ficando de pé e avançando para um futuro melhor, para o alvo de Deus para nossas vidas.

2. Aprenda a perdoar
Falar de perdão é falar da graça de Deus, é falar da capacidade de recebê-la, mas também de oferecer aos outros uma memória apagada, sem registros. Perdão é dar ao próximo outra chance. É permitir reparação. Quem não admite reparação é porque não possui um coração perdoador.

Perdão não existe na natureza. É algo do céu. Ele veio para a terra quando Jesus desceu a nós. Somente um povo celestial é capaz de liberar perdão.

Perdão é saúde física e espiritual.

Somente quem sabe o que é ser um pecador pode liberar perdão. O perdão é para o pecador e só flui do coração de alguém que se reconhece pecador. Perdoar é dar o que recebemos. Porque fomos perdoados nós perdoamos. Jesus nos ensinou a orar, dizendo: “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12). Perdão é generosidade, é graça, é um favor imerecido. Só podemos perdoar quem não merece. Mas se escolhemos nunca perdoar, se escolhemos esconder num cantinho do nosso coração as mágoas e ressentimentos, um peso nos impedirá de crescer espiritualmente e sentiremos um bloqueio crescente para as coisas de Deus. Perdoar é liberar quem nos deve, mas é também nos liberarmos a nós mesmos para continuar avançando em direção ao propósito e à vontade de Deus para as nossas vidas.

3. Aprenda a orar
Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido (João 15.7).

Em João 15 lemos que se permanecermos em Jesus, suas as palavras permanecerão em nós e poderemos pedir o que quisermos que nos será atendido. Se quisermos crescer espiritualmente, precisamos revigorar totalmente nossa vida de oração e petições a Deus. Temos um tesouro de bênçãos espirituais reservadas para nós (leia Efésios 1.3), mas não as receberemos se não pedirmos. Jesus mesmo disse: “Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa” (Jo 16.24). E Tiago 4.2-3 acrescenta: “Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres”. Todo
crescimento espiritual é conquistado de joelhos, gastando tempo em oração e aprendendo a orar, a interceder e também a ouvir a Deus e seguir suas instruções. Alguém já disse que na vida espiritual, muita oração significa muito poder, pouca oração, pouco poder e nenhuma oração, nenhum poder! Separe um horário marcado para orar diariamente e mantenhase em oração e comunhão com Deus onde quer que esteja. Ele o guiará e sua vida espiritual crescerá imensamente.

4. Aprenda a crer
Marcos 11.24 diz que tudo quanto pedirmos em oração, crendo que receberemos, assim será conosco. Hebreus 11.6 afirma: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele Existe e que recompensa aqueles que o buscam”. Se o buscarmos com fé, a Bíblia afirma que Ele nos responderá.

A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. A fé é apanhar as irrealidades da esperança e trazê-las para a imensão da realidade. A fé dirá a respeito de si mesma tudo quanto a Palavra diz, porque fé em Deus é simplesmente fé na Sua Palavra.

A fé de Tomé não é fé. Quando queremos ver ou tocar antes de crer não poderemos dizer que temos fé. A verdadeira fé é aquela de Abraão que creu contra a esperança para vir a ser pai de muitas nações. Sem ver para onde ia, saiu em obediência à palavra de Deus para ele.

Eu não creio em cura porque vi alguém sendo curado. Eu creio porque a Palavra de Deus assim o declara. Precisamos aprender a crer para que não andemos ansiosos por coisa alguma. Crescer espiritualmente significa e requer crescer em fé, em experiências com Deus, em obediência a Deus, em arriscar andar na direção de Deus, em permitir que Ele nos guie, em arriscar esperar até que Ele nos direcione. Obedeça ao Espírito Santo, obedeça irrestritamente à palavra de Deus, mesmo que pareça difícil ou estranho e aprenda a por a sua fé em ação.

5. Aprenda a adorar
No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura (João 4.23).

Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. sujeitem-se uns aos outros, por temos a Cristo (Efésios 5.18-21).

A Bíblia claramente afirma que nos enchemos do Espírito Santo através de nossas atitudes e Paulo destaca, em Efésios, a importância de cantar, louvar e agradecer de coração ao Senhor para sermos continuamente renovados. A adoração desenvolve fome da presença do Senhor. O lugar de comunhão com Deus não é apenas na igreja ou célula, mas em nosso coração e em nosso espírito. Somos o santuário de Deus (1Co 6.19) e crescemos ao viver um contínuo culto de adoração a Ele, andando onde quer que seja debaixo de convicção de Sua presença e em atitude de temor, devoção e louvor por tudo. Dar graças em tudo nos fortalece. Viver em murmuração nos esvazia e alimenta o negativismo e a incredulidade. Lembre-se: em qualquer culto público, dedique-se fervorosamente à adoração como um dos propósitos de sua vida. Na sua vida pessoal, separe pelo menos 30 minutos do seu para dia para ter um momento a sós com Deus.
Nesse tempo, ore, adore a Deus através músicas, salmos, orações e não deixe de ler uma porção das Escrituras.

6. Aprenda a testemunhar
Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra (Atos 1.8).

A nossa boca deve falar daquilo que o nosso coração está cheio. Somos chamados a testemunhar de Jesus em todo o lugar. Este é nosso desafio para 2010. Testemunhe o quanto puder, em todos os lugares e oportunidades, e veja sua vida espiritual crescendo em ousadia e comprometimento com Jesus e com seu Reino.

7. Aprenda a dar
Dêem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês (Lucas 6.38).

Algumas pessoas contribuem simplesmente por obrigação e, assim, deixam de receber o melhor de Deus. Outras pessoas contribuem meramente para receber uma bênção e, assim, deixam de receber por causa de sua motivação egoísta. Aprenda a contribuir com ofertas e dízimos e experimente o cumprimento dessa promessa em sua vida. Mas aprenda a dar também mais amor, atenção, respeito e até ajuda financeira a quem precisar, pois está escrito:

Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé (Gálatas 6.7-10).

CONCLUSÃO

Na lição de hoje, vimos sete princípios para crescermos espiritualmente em 2010. Vamos relembrá-los?
1. Aprenda a esquecer;
2. Aprenda a perdoar;
3. Aprenda a orar;
4. Aprenda a crer;
5. Aprenda a adorar;
6. Aprenda a testemunhar;
7. Aprenda a dar.



Fonte: Lições avulsas // Igreja Batista Central de Belo Horizonte